jan
22

Hoje [sexta] Handebol na Rádio!

O Portal do Handebol.com firmou parceria com a RedePutz, para apresentar mensalmente um programa de Rádio Web sobre Handebol.

O programa estreia hoje às 19h com a participação do atleta da Seleção Brasileira Felipe Borges, Diego Melo (Coordenador de Mini-handebol da Metodista), Rafael Akio, Arthur (Rede Putz) e Vinicius Coltri (eu).

Para ouvir basta entrar no site da Rede Putz http://www.redeputz.com.br.

Envie sua pergunta para contato@portaldohandebol.com ou pelo twitter @Handebol.

PortalPutz

Divulguem aos amigos!!!

jan
21

Seletivas Masculina e Feminina em São Paulo [atualizado 1]

Começo de ano, novos sonhos, novas metas e porque não defender as cores de uma nova equipe?

Nas categoria adulta, tivemos a pior baixa para o handebol nos últimos anos, o término da equipe adulta masculina de São Caetano do Sul, que próximo ao fina do ano perdeu seu único patrocinador.

Com isso, ótimos jogadores buscam novos times, assim também os menores podem fazer, para ter novas experiência, um novo técnico, melhorar a qualidade do seu handebol.

Só recebemos pedido para divulgar seletiva no Estado de São Paulo, na internet também não encontrei seletiva de outros Estados, quem souber, mande e-mail (contato@portaldohandebol.com).

Vamos ao que interessa:

pinheiros

Data: masculino 2 de fevereiro e feminino 3 de fevereiro.

Local: Rua Angelina Maffei, 493, Jardim Europa, São Paulo – SP.

Requisitos: apresentar documento de identidade, atestado médico, termo de responsabilidade e ficha de inscrição, a ficha de inscrição deve ser enviada para o e-mail handebol@ecp.org.br.

Dúvidas: Débora Fellao (11) 3598-9737.

Horário:
Masculino (02/02/2010):
Infantil – nascidos em 96, 97 e 98: 15h às 17h.
Cadete – nascidos em 94 e 95: 17h às 19h.
Juvenil – nascidos em 92 e 93: 19h às 21h.

Feminino (03/02/2010):
Infantil – nascidos em 96, 97 e 98: 15h às 17h.
Cadete – nascidos em 94 e 95: 17h às 19h.
Juvenil – nascidos em 92 e 93: 19h às 21h.

Metodista

Seletiva com diversas datas e locais.

Dúvidas:  (11) 4366 5895.

Masculino e feminino: Data: 6 de fevereiro de 2010.

Local: UMESP – Rua do Sacramento, 230, Rudge Ramos, São Bernardo do Campo – SP.

Horário:
14:00 – Mirim, masculino e feminino (nascidos em 98, 99 e 2000).
14:30 – Infantil, masculino e feminino (nascidos em 96 e 97).
15:15 – Cadete, masculino e feminino (nascidos em 94 e 95).
16:00 – Juvenil, masculino e feminino (nascidos em 92 e 93).

Masculino: Datas: 8 e 10 de fevereiro de 2010.
Feminino: Datas: 9 e 11 de fevereiro de 2010.

Local: Ginário de Handebol do “Baetão” – Avenida Armando Ítalo Setti, 841, São Bernardo do Campo – São Paulo.

Horário:
14:00 – Infantil, Masculino (nascidos em 96 e 97).
15:30 – Cadete, Masculino (nascidos em 94 e 95).

Campinas

No mês de fevereiro a Associação Campineira de Handebol (ACH) estará realizando seletivas para sua equipe Juvenil e Adulta, visando fechar o grupo de disputará o Campeonato Paulista de 2010 em ambas as categorias, além de defender a cidade de Campinas nos Jogos Regionais, Abertos, Jogos da Juventude e Copa São Paulo.

As atletas receberão os benefícios de bolsa de estudos em colégio particular e bolsa atleta.

Para agendamento da seletiva, entrar em contato com o Prof. Lucas Leonardo (19) 93882634 ou pelo e-mail diretoria.ach@gmail.com.

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Data: 26 a 29 de janeiro.

Local: Rua Hungria, 1000, São Paulo – SP.

Informações: para participar das seletivas é necessário enviar e-mail para hebraicahandebol@ig.com.br com nome completo, data de nascimento, número do RG, telefone de contato, peso, altura, posição em que joga e um breve currículo na modalidade.
A confirmação da participação na seletiva será enviada via e-mail ou contato telefônico.

Horário das seletivas:
Feminino: dias 26, 27 e 29 de janeiro.
Categoria mirim e Infantil as 15h00 – Prof. Mauricio
Categorias Cadete e Juvenil as 17h00 – Prof. Maurício.

Masculino: dias 26, 28 e 29 de janeiro.
Categoria mirim e infantil as 15h00 – Prof. Guilherme.
Categoria Cadete as 16h00 – Prof. Guilherme.
Categoria Juvenil as 18h00 – Prof. Veras.
Categoria Junior as 20h00 – Prof Álvaro.

Centro Olímpico

Local: Rua Pedro de Toledo, 1665, São Paulo – SP. (em frente ao Hospital do Servidor)

Informações: (11) 3396-6452. Supervisora Técnica, Professora Cristina Braslauskas (c.braslauskas@gmail.com).

Requisitos: Estudante. Menores de 13 anos devem estar acompanhados do responsável. Com 13 até 17 anos, devem levar cópia do RG do responsável.

Data: 28/01/2010 (treinamento no período da tarde).
Nascidos em 98, 99, 2000 e 2001: 14h.
Nascidos em 94, 95, 96 e 97: 15h.
Nascidos em 92 e 93: 16h30.

Data 10/02/2010 (treinamento no período da manhã)
Nascidos em 97, 98, 99 e 2000: 8h30min.

São José dos Campos

Categoria cadete, juvenil e junior.

Data 26 e 27 de janeiro.

Local: Centro Esportivo Vale do Sol -Praça Bahia de São Salvador, São José dos Campos, SP.

Informações: Professores Gilmar (12) 91378394, Chico (12) 91552769 ou Marcelo (12) 97931129.

Feminino: infantil, cadete, juvenil e júnior.

Data: 29 e 31 de janeiro.

Local: Ginásio Antônio Guenaga – Praça José Rebouças s/nº, Santos, SP.

Informações: levar a ficha de atleta preenchida e assinada pelo atleta e responsável.

Dúvidas: edufreire38@yahoo.com.br ou pelo telefone 13-9712-3564.

Data 29/01 (6ª feira):
Infantil e Cadete: 14h às 16h.
Juvenil e Junior: 16h às 18h.

Data 31/01 (domingo)
Cadete, Juvenil e Junior: 9h30 às 13h.

Benefícios: ajuda de custo (bolsa atleta prefeitura), escola, alojamento e despesas, cursos em informática, fisioterapia, m edicina esportiva, assistência odontológica, treinamento em dois períodos e academia.

Objetivos: Campeonato Paulista, Copa São Paulo, Jogos da Juventude, Jogos Regionais, Jogos Abertos e Liga Paulista.

jan
20

Taubaté contará com Silvinho e Thiago para temporada 2010

Após um ano muito difícil para o ponta direita, devido as seguidas lesões, o atleta que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e no último Mundial da Croácia, tem um novo desafio na carreira.

Silvinho começou a jogar em Atibaia, porém apareceu para o handebol em Americana onde jogou muito bem despertando o interesse das grandes equipes.

americana

Se transferiu para São Caetano onde continuou crescendo e mostrando todo seu potencial. Suas exibições fizeram com que fosse convocado para seleção brasileira e disputou os torneios mais importantes do mundo. Além de participar do mundial da Croácia e das olimpíadas de Pequim, o ponta direita é Campeão Pan-Americano – Rio 2007.

Silvinho1

Silvinho

O atleta se junta a equipe no inicio de fevereiro quando todos se apresentam para iniciar os trabalhos.

Central revelação da Liga também fecha com Taubaté

Thiago tem apenas 22 anos e realizou um excelente temporada 2009 em São Caetano.

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Natural de Tupã, interior de São Paulo, o jovem atleta tem passagens por Guarulhos e São José dos Campos.

Conheça mais sobre a equipe de Taubaté: www.HandebolTaubate.com

jan
18

Um Fusca e o Handebol

Artigo dosponível também em http://pedagogiadohandebol.wordpress.com

Curioso pelo título desse artigo?

Pois então direi a vocês o que um fusca e o handebol podem ter em comum.

Dia 20/01/09  foi o dia nacional do fusca, onde fuscamaníacos de todo Brasil se reúnem para comemorar o dia, apreciar seus fusquinhas, trocar ideias, etc..

Dia 20/01/09 também foi o dia em que eu participei de um evento chamado “Conheça o Handebol”, desenvolvido pela Associação Campineira de Handebol (A.C.H.) da qual eu participo como Coordenador Pedagógico.

Trata-se de um ambiente em que possibilitamos o acesso ao handebol e à formas jogadas da modalidade (atividades adaptadas e pré-desportivas) para crianças das mais variadas classes sociais, que interagem entre si.

Acredito, como destaca Wilton Santana em sua tese de mestrado, na possibilidade de ter no esporte, a partir de uma abordagem do professor responsável pelas aulas que busque a superação das diferenças, a discussão de temas que surgem nos momentos de aulalinkando-os com assuntos como latrocínio, drogas, preconceitos (racial, de gênero, etc..), a possibilidade de desenvolver a moral da criança, fazendo-a perceber criticamente o ambiente em que vive e que existem possibilidades de superar problemas de forma ética e saudável.

E o que isso tem a ver com fusca?

Ao fim do festival, depois de discutir questões estruturais do projeto junto com a Presidente da A.C.H. ao chegar onde meu carro estava estacionado, para eu poder ir embora junto de minha namorada que também participa desse projeto, não encontrei mais meu fusquinha!

Sim, fui vítima de furto!

Observando a situação e procurando manter a calma, ouvi da Presidente da Associação algo que me tocou muito:

“É contra isso que trabalhamos!”

Acredito muito que esse tipo de situação não deve ser encarada como uma punição única e exclusivamente, mas isso ocorre com propósitos de nos ensinar e mostrar caminhos a serem seguidos. Refletindo sobre o que a presidente da A.C.H. disse, consegui encontrar dentro de mim forças para afirmar que esse fato veio apenas para reforçar em mim a necessidade de continuar fazendo o que tenho me proposto a fazer – trabalhar com crianças e jovens e, até onde minha capacidade for capaz de interferir e mostrar a eles que para sairmos de problemas que muitas vezes parecem impossíveis não podemos de maneira nenhuma ferir a integridade de nossos semelhantes.

Por isso afirmo que um fusca e o handebol têm muito em comum a partir de hoje para mim.

Essa relação me faz acreditar que devo cada vez mais interferir na vida de crianças e jovens de maneira positiva mostrando que existem saídas descentes para as situações de desespero e que interferir na vida de outras pessoas de maneira negativa não dever ser o caminho a ser seguido.

Eis a relação entre um fusca e o handebol!

Referências Bibliográficas

SANTANA, Wilton Carlos. A pedagogia do esporte e a moralidade infantil. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Campinas, 2003. [clique aqui]

jan
17

Seleção Brasileira masculina termina torneios com “grandes” da Europa sem nenhuma vitória

Após iniciarem a preparação no dia 2 de Janeiro para os Jogos Sul Americanos de Medelin (Colômbia), que será realizado no mês de Março, a seleção brasileira finalizou hoje com uma derrota para a Espanha sua participação em torneios e amistosos na europa.

Iniciando a “turnê” pela cidade de Badajoz na Espanha onde enfrentaram as fortes seleções da Espanha, Suíça e Romênia. Na estréia perdeu para a seleção da casa por 41 x 19, onde os espanhóis dominaram os contra ataques e os erros dos brasileiros no ataque fizeram com que o placar fosse tão elástico.

Na segunda partida, contra a Romênia os brasileiros entraram mais equilibrados e fizeram uma boa atuação. O resultado final foi 28 x 24 e Boi, Borges e Tuiuiu se destacaram com 4 gols cada.

Na despedida da competição a partida foi contra a seleção da Suíça e em mais um jogo equilibrado a seleção perdeu por 25 x 21. Os goleiros Maik e Rick estiveram muito bem no encontro.

BraFran

Após o torneio internacional de Badajoz o desafio era o frio e a forte seleção da Alemanha. Com ginásio lotado (14 mil pessoas) na cidade de Mannheim ao sul da Alemanha, os anfitriões passaram sem muita dificuldade pela seleção brasileira por 34 x 22. O capitão Zeba apareceu bem na partida marcando gols importantes.

Para terminar a fase de preparação para o sul americano, a jovem seleção tinha mais um desafio, o torneio quadrangular da França onde enfrentaria as equipes medalhas de ouro (França), prata(Islândia) e bronze (Espanha) nas últimas olimpíadas. Já na primeira partida enfrentaram os donos da casa e perderam por 37 x 20. Zeba marcou 6 gols e foi o artilheiro da seleção brasileira.

No domingo os brasileiros se despediram da competição e da fase de treinamentos na europa perdendo por 32 x 18 para seleção espanhola.

Vale lembrar que esta seleção esta passando por uma grande reformulação e muitos atletas jovens tem a oportunidade de realizar jogos internacionais deste nível pela primeira vez.

A seleção volta a se encontrar no mês de Fevereiro para continuar a preparação para os Jogos Sul americanos de Medelin.

Estes torneios foram importantes para seleções européias se prepararem para os Campeonato Europeu de Handebol, na Áustria, de 19 a 31 de janeiro, em que os três primeiros se classificam para o Mundial da Suécia 2011.

jan
17

Equipe de Taubaté concretiza parceria com PortaldoHandebol.com

Sempre com o intuito de promover o handebol para que o público apaixonado pelo esporte possa ter mais informações, o PortaldoHandebol junto ao coordenador e técnico Tatá, realizaram parceria para a criação de um site com informações da equipe de Taubaté, seus atletas e competições que serão disputadas em 2010.

Esta parceria inovadora trará benefícios para todos em um futuro próximo.

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“Este projeto é o inicio de uma nova fase do Portal onde queremos promover a informação não só no próprio PortaldoHandebol.com como também em sites de atletas, instituições de ensino que praticam o esporte e principalmente clubes onde ainda existe enorme pobreza de divulgação e informação.”

Akio ainda afirma que além de contar com alguns ótimos colunistas o espaço está aberto para todos discutirem o handebol brasileiro.

“Gostaríamos muito que todos que pensam no crescimento da modalidade se expressassem neste espaço democrático. Hoje contamos com o Waltão (grande técnico e idealizador do E-treinador.com.br) , Professor Diego Mello (especialista em mini-hand) , Lucas Leonardo do PedagogiadoHandebol.com.br entre outros.”

Visite e conheça um pouco mais da equipe de Taubaté: HandebolTaubate.com

jan
16

Entrevista com Washington Nunes

Em 7 de janeiro a Rádio Leva na Esportiva publicou entrevista realizada em 26/11/09 com o  Técnico Washington Nunes.

Conversaram sobre a preparação e o Mundial da Croácia de 2009, destacando quatro jogadores, Bruno Souza, Felipe Borges, Zeba e Maik. A experiência de dirigir uma seleção no mundial, a rival Argentina e muito outros temas, como projeto desenvolvido na CBHb de mini-handebol e a Escola Nacional de Técnicos/Treinadores, promessa do Presidente da CBHb para 2010.

Baixe o áudio aqui: Washington Nunes – Rádio Leva na Esportiva

jan
15

Calendário 2010 Nacional e Internacional

Recebemos esta semana o Calendário do Handebol Nacional e o Internacional, específico da América e Mundial, ou seja, sem os campeonatos dos outros continentes.

Quando li a Revista da ESPN, tive a  esperança de a CBHb cumprir o prometido adequando o calendário brasileiro ao europeu, mas ainda não será em 2010 que veremos isso.

O que mais me preocupa é o final da Liga Nacional, previsto para 28/11/2010, sendo que uns 40 dias depois (13/01/2011) começa o Mundial Adulto da Suécia.

Espero sinceramente que a lembrem de encerrar a Liga Masculina antes, para os atletas possam descansar e chegar com a melhor forma física no Mundial, certamente alcançando melhor resultado.

Fiquei surpreso por não encontrar a Copa Petrobras de Handebol no calendário, mas espero que o torneio tenha sua edição neste ano, pois parece que foi muito interessante para as crianças/adolescentes de 11 a 14, o futuro do nosso esporte.

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jan
14

Tabela da XIV Taça Kika – João Pessoa

Hoje começa a XIV Taça Kika!

Recebemos a tabela e assim que receberemos os resultado, fotos… publicaremos.

Mais informações, clique aqui.

TabelaTKquinta

Agradecemos a Professora Rossana, pela atenção.

jan
13

Jogos Pedagógicos – Jogos de Golzinhos, Jogos sem Goleiro e a Lógica do Jogo Defensivo

Artigo dosponível também em http://pedagogiadohandebol.wordpress.com

Como começar um trabalho com handebol? Essa pergunta sempre vem à nossa mente quando não conhecemos bem a modalidade. Para essa dúvida, quase sempre temos uma válvula de escape: fazemos do handebol profissional o modelo que copiamos na iniciação.

É como se tirassemos uma foto de um jogo de alto rendimento e com base nela, organizassemos todo processo de ensino do handebol. Veja abaixo uma foto de um jogo profissional. O que vocês identificam num jogo de handebol?

Ataque contra Defesa - como você vê o handebol?
Fonte – http://www.torrevieja.com – Ataque contra Defesa: Como você vê o handebol?

Identifcamos, geralmente:

  1. Um jogo de 6×6 no qual os goleiros devem ficar em suas áreas e os jogadores de linha se confrontando na quadra em si, totalizando 7 jogadores de cada lado;
  2. A equipe de se defende busca montar uma barreira em volta da área protegendo o seu alvo para não sofrer gols;
  3. A equipe que ataca fica à frente da barreira, buscando uma forma de arremessar a bola ao gol.

Mediante essa imagem fotografada em nossa análise da modalidade é que começamos organizar nossas aulas de iniciação ao handebol.

Vejam que interessante, com base nisso, ensinamos a nossos alunos que logo depois de atacar eles devem montar uma barreira próxima à linha da área para assim proteger o gol, enquanto que quando estão atacando eles devem vencer à barreira adversária.

Será essa a verdadeira dinâmica do jogo de handebol?

Pensemos sua lógica: para vencer o que uma equipe deve fazer?

  1. A resposta parece fácil: “Não sofrer gols” – realmente não sofrer gols é bom, mas isso não garante vitória, pois posso não sofrer gols e também não marcar gols, logo, não venço, apenas empato.
  2. Vamos para uma segunda opção: “Fazer gols” – realmente fazer gols é um bom caminho, mas mesmo que eu faça 10 gols num jogo, posso sofrer 11 gols, logo, apenas fazer gols não me garante a chance de vitória.

Ao pensarmos a lógica do jogo, não basta jogarmos apenas para fazer gols, nem mesmo ater nossa ações para não sofrer gols, pois a única forma de conquistarmos uma vitória é “fazer mais gols do que sofrer”.

Com base nessa afirmação, temos finalmente o caminho para a vitória desvelado.

Veja que fazer gols é o principal objetivo, porém, sempre com a  relação de um menor número de gols sofridos. Logo, devemos pensar uma forma de coordenar nossas ações para que possamos colocar a lógica do jogo em prática.

Ofensivamente, cumprir a lógica segue um caminho simples (mas de dificil execução): ao ter a bola não posso disperdiçar nenhuma oportunidade de marcar.

Mas, é defensivamente que está o grande segredo: Ao defender o que devo priorizar? Proteger o alvo? Impedir a progressão adversária? Recuperar a posse de bola?

Retornemos à Lógica do Jogo de handebol: devemos fazer mais gols do que sofrer.

E qual é a forma que uma equipe deve se comportar para conseguir essa vantagem quando está se defendendo?

Proteger o alvo garante para a equipe fazer mais gols que o adversário? Impedir a progressão adversária garante essa vantagem? Não, pois em nenhuma das hipóteses traçadas teremos algo essencial para ser fazer mais gols do que sofrer: ter a posse de bola.

Logo, a única forma de conseguir essa vantagem é defender para fazer gols.

Essa afirmação parece estranha né? Como assim, defender para fazer gols? Não defendo para evitar gols? A resposta é não.

Quando trazemos uma visão parcial do handebol com base naquela foto que tiramos do jogo profissional para nossas aula, priorizamos a proteção do gol como forma de funcionamento do jogo, logo, passamos a defender para não sofrer gols. Assim montamos uma barreira e ficamos esperando que o adversário erre (ou um passe, ou um arremesso, comentendo uma infração como a andada, bola no pé e etc..).

Essa postura, no entanto, não garante à equipe que se defende algo importantíssimo para vencer: conquistar a posse de bola, pois quem apenas protege o alvo está dependendo da ineficiência adversária para vencer. Uma equipe assim só vencerá se o adversário errar.

Ao tentar proteger o gol, quase sempre não somos suficientemente eficientes e acabamos por sofer alguns gols e só recuperamos a posse de bola depois dos gols sofridos, ou como já dito, dependendo da ineficiência adversária, algo que em um jogo mais difícil não podemos nos dar ao luxo de esperar que aconteça.

Para poder cumprir a lógica do jogo de handebol uma equipe deve priorizar a tentativa de recuperar a posse de bola, sempre, pois somente com a bola é que se pode fazer gols.

Logo, quando afirmo que a função defesa é fazer gols, me pauto nessa visão: a defesa deve sempre buscar recuperar a posse da bola, pois assim une-se em uma ação a possibilidade de manter a proporção de mais gols a favor do que gols contra, uma vez que recuperando a posse de bola a equipe deixa de sofrer um gol e tem a oportunidade de marcar, adiquirindo a vantagem de 1 gol à favor.

Já haviam pensado nisso? Que a função lógica da defesa é FAZER GOLS?

Logo, se a defesa deve buscar fazer gols, ela não pode ser passiva, sobre a forma de uma barreira esperiotipada do handebol profissional.

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Digo esteriotipada pois no handebol profissional a “barreira” não é simplesmente uma barreira. Ao analisarmos um jogo de rendimento veremos constantes ações defensivas verticalizadas, cujo objetivo é a tentativa da recuperação da bola. Mesmo em defesas que se deslocam prioritariamente de forma horizontal, verificamos que ela retarda tanto a ação ofensiva que impossibilita o ataque de finalizar uma bola em boa condição, recuperando a posse da bola com base numa finalização mal feita pelo adversário. A defesa sempre procura recuperar a posse de bola.

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A ação da defesa, sobretudo na iniciação com crianças, momento no qual as ações coletivas ainda não são maduras a ponto de serem utilizadas, deve se basear na ação tática individual pautada na busca da recuperação da posse de bola, orientando para as fases iniciais de aprendizado a utilização de defesas individuais pressionantes o que favorecerá defensivamente à recuperação constante da posse de bola e a maturidade ofensiva do desmarque, das movimentações sem bola e busca de espaços vazios – ações táticas elementares para se jogar bem ofensivamente o handebol.

Assimilada a ideia da defesa individual, as defesas devem continar pressionantes, mas realizadas de maneira que otimize os deslocamentos dos defensores. Surge assim a necessidade de ser ensinada as defesas zonais. Iniciar por defesas abertas como o 3:3 e o 3:2:1 é o caminho que garante o aprendizado da defesa em zona sempre de maneira ativa e pressionante, que busque a recuperação da posse de bola, fazendo com que, quando houver o aprendizado das defesas mais fechadas, como a 6:0 e a 5:1, o aluno entenda que essas estruturas não comportam-se como barreiras, mas orientam-se como defesas ativas que têm por função principal, sim, a proteção do alvo, mas que devem, sempre que possível, provocar erros adversários ou mesmo antecipar uma linha de passe tentando recuperar a posse da bola, cumprindo assim a lógica de jogo defensivo.

Uma forma interessante de ensinar alunos na iniciação a ter na função defensiva a recuperação da posse da bola é criar jogos sem goleiro, ou seja, jogos cuja meta não seja protegida, facilitando a ação ofensiva em marcar um ponto e, por conseguinte, criando na defesa a necessidade de afastar ao máximo os adversários de seu alvo, buscando conjuntamente recuperar a posse da bola o mais próximo do alvo adversário, facilitando a conquista do ponto.

Gosto muito de matrizes de jogo como os  Jogos de Golzinhos e Jogos em Ambiente Formal sem Goleiro.

Jogos de Golzinhos

Jogos de golzinhos tem um apelo bem interessante: o gol está desprotegido, logo, se a defesa deixar o ataque com a bola dificilmente evitará o gol. Dessa forma, buscar recuperar a posse da bola é a principal função da equipe que se defende num jogo como esse.

Uma matriz simples para jogos de golzinhos é dividir a quadra em três ou quatro mini-quadras, mais compridas do que largas, e ali jogar jogos de 3×3 (a existência de uma área é importante em jogos como esses, pois evita-se que os jogadores “guardem caixão” protegendo o gol ficando dentro dele).

Em jogos como esses é possível trabalhar desde conceitos de defesa individual como conceitos de defesas em zona abertas e pressionantes, pois somente com ações como essas é que se consegue inibir a finalização ao alvo desprotegido.

Jogos em ambiente formal sem Goleiro

Trata-se de jogos formais de 6×6 em quadra toda sem a presença dos goleiros.

Imagine como a equipe que se defende deve agir? Será uma defesa passiva ou bastante ativa? O jogador com bola poderá ficar sem sofrer contatos, sem ser pressionado? Claro que não!

Esse tipo de jogo ganha mais importância em equipes mais experientes e que já dominam por completo o conceito de defesa individual e que estejam mais maduras em relação às estratégias zonais em defesas abertas.

Em um jogo como esse a defesa aprenderá a ser bastante ofensiva e com certeza jogará sob a lógica de que a melhor ação defensiva é ter imediatamente a bola, e por consequência, criando possibilidade de fazer gols.

Conclusão

Espero ter possibilitado a todos a chance de entender que a barreirinha, muito comum em equipes jovens é, na verdade, uma visão míope do jogo de handebol profissional.

Se tiverem oportunidade de assitsir a jogos de equipes mais novas (sobretudo, escolares) e equipes mais velhas, verifiquem como as “barreiras” se comportam. Observem como essas barreiras obrigam as equipes que atacam a se comportar. Analisem se a mesma lógica de jogo está sendo apresentada nesses dois tipos de handebols.

Acredito que a conclusão será a seguinte:

  • Em equipes mais novas joga-se defensivamente para não sofrer gols, aguardando o erro adversário.
  • Em equipes mais velhas joga-se defensivamente para se recuperar a posse de bola (seja criando dificuldades para finalizar – com arremessos desequilibrados ou pressionados pelo jogo passívo -, seja antecipando uma linha de passe ou mesmo provocando erros adversários) fazendo da defesa uma forma de se fazer mais gols do que sofrer.
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