Top Four da Liga Nacional Masculina
Novamente o quarteto fantástico brasileiro se faz presente nas semi-finais da liga nacional de handebol. Todo mundo espera uma novidade a cada ano que passa, mas felizmente para eles, não aparece nenhuma equipe disposta a mudar o rumo da história do handebol nacional.
Este ano ressurgiu a Chapecoense, equipe com muita tradição no handebol, desde os tempos da Sadia (Santa Catarina – Chapecó) que era uma equipe quase imbatível e muito talentosa em sua época. Porém vai levar algum tempo para conseguir retomar seu lugar novamente.
Das quatro (Pinheiros, Londrina, São Caetano e Metodista), o ECP foi a equipe mais regular e liderou a competição até o final da fase de classificação e as outra três tiveram algumas alternâncias entre bons e maus momentos.
Os estilos das equipes são bem parecidos, graças as influencias do ex-treinador da equipe nacional Jordi Ribeira, todos os defensores estão sempre prontos para o contra ataque, o jogo de aceleração e desaceleração são constantes e a mais importante de todas as lembranças do ex-treinador, o jogo de dois contra dois latente em todos os momentos do jogo ofensivo. Isso garante uma dinâmica simples e eficiente entre os armadores e o pivot.
ALGUMAS CARACTERÍSTICA DOS TIMES
Na formação clássica do time, seu armador central Diógenes é a peça fundamental do ataque. Possui um bom desmarque e um bom jogo de 1×1, obrigando seus adversários a ajustar o trabalho de ajuda frequentemente. O segundo destaque ofensivo fica por conta do armador direito Zeba, um jogador com uma excelente capacidade em fazer assistências ao pivot e ao ponta que joga do seu lado. Seu sistema ofensivo se desenha com permutas e cruzamentos dentro da primeira linha seguidos pelas cortinas e arremessos de media distancia. Seu treinador Professor Sérgio Hortelan, adotou o sistema defensivo 5:1 como principal e conta com os destaques defensivos o goleiro Marcão e do central Macedo. Também conseguiu manter a transição muito bem desenvolvida pelo treinador anterior.
Sua formação básica conta com o armador Léo, jogador de características próprias e que mapeia todas as ações do seu ataque. Causando muitas vezes uma dependência exagerada das suas ações. O ataque londrinense joga muito bem com seu lateral esquerdo Mão de Onça que atira de longa distancias inclusive com bolas de trajetórias largas indo arremessar em outras zonas do ataque. Tem um bom equilíbrio entre primeira e segunda linha ofensiva sempre com participação do pivot Alê. Seu sistema defensivo atual é o 5:1, adota uma transição mais cautelosa porem sempre presente com seus extremas. O treinador Giancarlos dirige esta equipe desde a sua formação e a cada ano tenta fortalecer com novos valores atingindo assim sempre bons resultados.
Seu treinador Professor Washington, costuma organizar suas equipes levando em conta conceitos táticos e não destaques individuais. Com um elenco versátil conseguiu fazer bons jogos, mas devido a um grande número de lesões acabou protagonizando alguns resultados ruins. Seu ataque é baseado em circulações e reposicionamentos exigindo assim dos seus jogadores o domínio de mais um posto especifico ofensivo. Os destaques do ataque ou da defesa passa pelo coletivo, com um vasto repertório tático todos acabam tendo a mesma importância na hora de decidir um jogo no ataque ou ainda na defesa interrompendo uma ação ofensiva do adversário. É comum um jogador desempenhar várias funções defensivas também, é isso que torna São Caetano um adversário difícil de ser batido.
Equipe forte e com muita tradição na Liga, seu treinador atual Professor “SB”, mesclou sua equipe com novos talentos e conseguiu organizar uma boa equipe. Sua formação conta com dois jogadores que ditam o ritmo da equipe, Diogo e Gustavo, a versatilidade dos dois costuma resolver alguns dos principais problemas da equipe, lesões. Com um jogo ofensivo baseado em circulações tanto da primeira como da segunda linha, costuma ter boa parte de suas finalizações feitas em zonas bem próximas do goleiro adversário. Adota o sistema defensivo 5:1, este ano possui dois goleiros da nova geração (Ferrugem e João) tem opções de defensores avançados bem agressivos que dificultam muito as ações ofensivas dos adversários. Sua transição direta bem como a sustentada são bem definidas e velozes, principalmente do lado esquerdo com Carlito e Borges.
Pra dizer a verdade estas afirmações acima são bem superficiais, logo podem estar ultrapassadas. É certo que as comissões técnicas terão muito trabalho a realizar. Recuperar jogadores, editar vídeos, pensar no conteúdo a ser treinado e etc., são algumas das tarefas agendadas para estas duas próximas semanas.
Depois começam as finais e eu particularmente torço, sem bairrismo nenhum, que os finalistas sejam elencos paulistas.
Sucesso a todos.
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